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29/set/2011

Simpósio Baixa Visão

Deficiência visual recebe atenção especial no Hospital das Clínicas

Em nossa cultura, muitas das potencialidades humanas podem sofrer bloqueios e ficar esquecidas em algum canto do hemisfério direito do cérebro. Dentre elas, estão a criatividade e a afetividade; esta última, manifestada pela autopercepção, auto-aceitação e vontade de viver. A liberação desses bloqueios, ao lado de cuidados técnicos especiais, são alguns tópicos a serem discutidos no Simpósio de Reabilitação da Baixa Visão e Cegueira, a ser realizado nesta sexta, 30, promovido pelo Setor de Reabilitação da Pessoa com Baixa Visão do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP (HCRP).

O objetivo do Simpósio, segundo a médica Rosália Antunes-Foschini, é trocar e transferir conhecimentos quanto à reabilitação de pessoas portadoras de baixa visão moderada a cegueira. Para tanto, envolverão diferentes profissionais que trabalham com a deficiência da visão para abordar temas da reabilitação desses pacientes, desde o atendimento oftalmológico, passando pela prescrição de auxílios ópticos e eletrônicos, avaliação de crianças, atendimento multiprofissional até a orientação quanto à independência no caminhar e nas atividades da vida diária.

Tópico especial envolve a criança com baixa visão. Para as quais, os especialistas preconizam atendimento precoce, visando prevenir outras deficiências. "Quanto antes iniciar-se a estimulação, melhores serão as repercussões na eficiência visual em todos os aspectos do desenvolvimento", alerta Renata Freitas Martins, terapeuta ocupacional do HCRP, também integrante do Setor de Baixa Visão.

Reabilitação através da Biodança, cujas atividades vêm obtendo consideráveis êxitos na reabilitação de deficientes visuais, será abordada pelo professor aposentado do Departamento de Fisiologia da FMRP-USP, Werner Schmidek, que trabalha há sete anos como facilitador de uma série de atividades vivienciais de Biodança na Adevirp (Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto).

Definindo Biodança como "um processo grupal de liberação de bloqueios ao pleno desenvolvimento de nossas potencialidades, impostos pela cultura na qual crescemos", Schmidek acredita que a mais eficiente contribuição da Biodança para a vida dos deficientes visuais vem da proposta que norteia a interação do grupo: "saúde não é a simples ausência de patologia" e "a deficiência visual é somente o comprometimento de uma das inúmeras funções e potencialidades que o organismo vivo tem".

Mais informações sobre o evento, que se destina a profissionais e alunos das áreas de medicina, fisioterapia, terapia ocupacional, assistência social, psicologia, educação física, enfermagem, ortóptica e pedagogia, no site http://ceapshcrp.com.br/visao.html